Vinte alertas no grupo e nenhuma resposta sobre o que caiu. O que a FlowRoutes faz pelo NOC do provedor regional: incidente agrupado por causa, fibra e rádio no mesmo painel, alerta no Telegram e controle de quem mexe em quê.
São onze da noite e o grupo da equipe começa a apitar. Vinte alertas em sequência: OLT sem dados, porta caída, CPU alta, três ONUs fora. O técnico de plantão abre uma tela, depois outra, depois o Winbox, e ainda não sabe a resposta que importa: o que caiu, onde, por quê e quem foi afetado?
Se essa cena é familiar, o problema não é falta de monitoramento. É excesso de sinal sem tradução. A FlowRoutes nasceu pra resolver isso, dentro da operação de um provedor de verdade. Neste artigo, a gente mostra o que ela faz e o que vale avaliar antes de escolher uma ferramenta de monitoramento pro seu provedor.

Nasceu dentro de um NOC, não numa apresentação de slides
A FlowRoutes é o painel operacional e de NOC do ecossistema FlowNexus. Ela roda em produção na operação da Onfibra, e cada tela foi desenhada pra uma pergunta que o turno precisa responder em poucos segundos: caiu alguma coisa? O quê? Onde? Qual a causa? O que isso impacta?
Esse ponto de partida muda o produto. Em vez de mostrar tudo que o motor de monitoramento coleta, o painel traduz e agrupa. Os textos ficam em português, sem o jargão das ferramentas por baixo, porque quem está de plantão precisa ler a rede, não aprender o software.
Ela não pede pra você jogar fora o que já funciona
Muito provedor já tem Zabbix rodando, backup de configuração em algum canto e o UISP cuidando dos rádios. A FlowRoutes trabalha em cima desses motores especializados, sem tentar substituí-los nem expor a complexidade deles pra equipe. Ela conversa com Zabbix, Oxidized, UISP, Proxmox e Telegram, entre outros.
Na prática, isso quer dizer:
- Começar a acompanhar um equipamento cria o monitoramento no Zabbix automaticamente, sem o técnico montar host e template na mão.
- Já existem moldes de monitoramento homologados pra V-SOL V1600G, Huawei MA5800, Ubiquiti EdgeSwitch e MikroTik (PPPoE, SFP).
- O que já existe na sua rede aparece no painel. O que ainda não tem dado não vira um quadro vazio de "em breve".
Incidente não é alerta
Esse é o centro da proposta. Um alerta é o evento cru: "porta xe-7 down". Um incidente agrupa causa e impacto. Quando um equipamento de cima cai, a FlowRoutes sobe pela árvore de dependências e abre um incidente por causa provável, apontando o equipamento de origem e listando os equipamentos afetados, em vez de vinte alertas soltos.
O incidente tem ciclo claro (aberto, reconhecido, resolvido), fecha sozinho quando o alerta some e fica guardado no histórico. Pra quem coordena o turno, isso é saber onde está o fogo antes de sair correndo atrás da fumaça.
A rede inteira, do core à fibra do cliente
Provedor regional raramente tem uma rede "limpa". Fibra, rádio, servidor e concentrador ficam no mesmo painel:
- Inventário com locais, equipamentos, portas, enlaces e dependências.
- Mapa que o próprio operador desenha (POP, BGP, OLT, switch, servidor) com o status de cada ponto.
- Fibra: lista de ONUs lida ao vivo da OLT, com serial, nome e sinal RX/TX (V-SOL e Huawei homologados).
- Antenas: integração com o UISP, com topologia física e geográfica dos rádios.
- Servidores: ambientes Proxmox com nós, máquinas e containers.
- Histórico de configuração: versões por data e a diferença entre uma versão e outra, linha a linha.
O alerta chega onde a equipe já está
O grupo de operação no Telegram recebe as quedas e as voltas agrupadas num recado só, com uma mensagem fixada mostrando a situação geral ("Fora do ar" ou "Tudo no ar"). Dá pra reconhecer e resolver o incidente pelos botões do próprio Telegram. Você escolhe que tipo de alerta vai pro grupo, por equipamento ou por local, e pode silenciar durante uma manutenção.
E tem um cuidado importante: pelo Telegram ninguém liga, desliga ou muda configuração. Isso fica no painel, com permissão.
Controle de quem mexe em quê
Ações que mudam alguma coisa na rede ou nos servidores pedem permissão, confirmação e ficam registradas. Na aba Servidores, por exemplo, ligar, desligar ou reiniciar uma máquina depende de uma permissão que nasce desligada, passa por confirmação e gera um registro auditável. Reiniciar uma porta RouterOS também pede permissão, motivo e confirmação.
Dois detalhes que pesam no dia a dia do turno:
- Cofre de senhas: acesso a OLT e roteador organizado em pastas, a senha some da tela em 30 segundos e cada pedido fica registrado.
- Consulta CGNAT: informe IP público, porta e horário e veja o concentrador, o IP privado e o login do cliente no IXC.
O que um provedor deveria avaliar
Se você está pensando em mudar a forma de monitorar a rede, vale olhar menos pra quantidade de gráficos e mais pra estas perguntas:
- Quando algo cai, a ferramenta me mostra a causa ou só uma lista?
- Ela aproveita o que eu já tenho ou me obriga a recomeçar?
- Fibra, rádio e servidor aparecem no mesmo lugar?
- A equipe recebe o alerta onde já trabalha?
- Quem pode mexer em quê fica registrado?
Se a maioria das respostas hoje é "não", o problema provavelmente não é a sua equipe. É a forma como a rede chega até ela.
Veja na sua rede
Pra saber se a FlowRoutes serve pro seu provedor, veja ela funcionando com os seus equipamentos. Fale com a equipe e agende uma demonstração: Agendar demonstração ou chame no WhatsApp.
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