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Google abre o Gemini e a Busca para apps de terceiros via MCP: o SEO agora também é para agentes

O Google lançou a Connected Apps Platform, que permite a empresas conectar seus serviços ao Gemini e ao modo de IA da Busca por meio de um servidor MCP. Por enquanto é uma prévia para desenvolvedores dos Estados Unidos. Veja como funciona e por que expor o seu serviço para agentes começa a se parecer com o SEO de quinze anos atrás.

Durante muito tempo, aparecer no Google significou ter uma página bem escrita, rápida e fácil de indexar. Com assistentes de IA que fazem tarefas em vez de só listar links, aparece uma segunda pergunta: o seu serviço consegue ser usado por um agente? Um anúncio do Google nesta quarta, 28 de outubro, dá uma resposta concreta para quem quer estar dentro do Gemini e da Busca.

O que o Google anunciou?

Segundo o TechCrunch, o Google lançou a Connected Apps Platform, uma plataforma para empresas conectarem seus apps às experiências de IA da Busca e do Gemini. A ideia já existia em escala menor: desde o início do ano, dava para pedir ao Gemini ou à Busca que usasse o Canva para criar um flyer ou o YouTube Music para montar uma playlist. Agora o Google abre esse espaço para mais empresas.

Segundo a reportagem, o Gemini já tem mais de 50 apps conectados, entre eles a Localiza, e esses apps devem chegar à Busca nas próximas semanas. Na Busca já estão disponíveis apps como Instacart, Canva e YouTube Music.

O ponto de atenção: por enquanto, é uma prévia pública para desenvolvedores dos Estados Unidos, com lista de espera. O Google não deu data para abrir a outros países.

Como funciona a integração?

Pelo que o TechCrunch descreve, o caminho tem três partes:

  • Conectar o serviço por um servidor MCP hospedado na nuvem, ou, no caso de apps Android, pelo Android MCP com as APIs AppFunctions.
  • Registrar, testar e enviar o app pelo Google Connected Console, escolhendo se ele aparece na Busca, no app do Gemini ou nos dois.
  • Depois de publicado, acompanhar tráfego, latência e taxa de erro, e manter o controle da marca, com logos verificados e contas autenticadas.

O MCP, Model Context Protocol, é um padrão aberto para conectar agentes de IA a ferramentas e dados. O serviço descreve o que sabe fazer num formato comum, e qualquer agente compatível consegue chamar essas ações. Já escrevemos sobre o mesmo padrão chegando aos apps de escritório em Pages, Keynote e Numbers ganham assistente de IA e suporte a MCP.

Por que isso parece SEO para agentes?

O próprio TechCrunch faz a comparação: assim como o SEO ajudou empresas a serem encontradas pelos buscadores, conectar o app às plataformas de IA pode ser um dos primeiros passos para ficar visível numa web em que agentes fazem parte do trabalho.

A diferença é o que fica exposto. No SEO, você expõe conteúdo para ser lido. Aqui, você expõe ações para serem executadas: consultar disponibilidade, simular um preço, abrir uma reserva, acompanhar um pedido. Isso muda as perguntas que a empresa precisa responder antes de entrar:

  • Quais ações fazem sentido abrir para um agente, e quais devem continuar só no site, no app ou no atendimento humano.
  • Como o cliente se identifica. Um agente agindo em nome de alguém precisa de conta autenticada e permissão específica, nunca da senha da pessoa.
  • O que exige confirmação. Consultar é diferente de pagar, cancelar ou alterar um pedido.
  • Como medir. Tráfego, latência e taxa de erro passam a ser métricas de presença, como posição e clique são no SEO.
  • Como a descrição das ações é escrita. O agente decide se usa o seu serviço a partir dessa descrição, então nome, parâmetros e exemplos claros fazem diferença.

Sobre o acesso certo para agentes, vale ler Bank of America pede que clientes não entreguem a senha do banco a agentes de IA.

O que uma empresa brasileira pode fazer agora?

Mesmo sem acesso à plataforma no Brasil, dá para adiantar a parte que não depende do Google:

  • Mapear os pedidos mais comuns dos clientes que poderiam virar ações: consultar status, verificar estoque, agendar, pedir orçamento.
  • Conferir se essas ações já existem como API interna, com autenticação e permissão por usuário.
  • Montar um servidor MCP interno, primeiro para os próprios agentes da empresa. É o mesmo trabalho que depois serve para plataformas externas.
  • Definir registro e limites: o que cada chamada fez, para quem, e o que sempre passa por uma pessoa.

Quando o cliente pede ao assistente em vez de abrir o seu site, estar disponível significa ter ações bem descritas, seguras e medidas.

Como a FlowNexus pode ajudar?

Na FlowNexus, desenhamos e construímos agentes de IA e servidores MCP sob medida, ligados aos sistemas da empresa, como ERP, CRM e bases de dados, com permissão mínima, registro de cada ação e aprovação humana onde há risco. Se a sua empresa quer preparar seus serviços para serem usados por agentes, dentro de casa agora e em plataformas como o Gemini quando chegarem ao Brasil, podemos começar pelo mapeamento das ações.

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